quinta-feira, 15 de outubro de 2009

PNBE


"O acesso à cultura e à informação e o incentivo à formação do hábito da leitura nos alunos, nos professores e na população são os principais objetivos do Programa Nacional Biblioteca da Escola – PNBE. É por meio da distribuição de acervos de obras de literatura, de pesquisa e de referência que o Ministério da Educação apoia o cidadão no exercício da reflexão, da criatividade e da crítica." (site do Ministério da Cultura)


O meu livro "O menino, o cachorro" foi selecionado para fazer parte do programa em 2010!!!!!


segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Nossa vida de adulto

Outro dia, estava pacientemente na fila do banco, quando observei a seguinte cena: duas crianças, de aproximadamente três e cinco anos, brincando livres, correndo e gritando no espaço amplo do banco, enquanto a mãe, sentada, esperava para falar com o gerente.
As crianças acharam algo divertido: no meio daquele “pátio”, havia uma mesinha alta de mármore, para preencher cheques. Perfeito para novas brincadeiras.
Começaram a se pendurar nela, corriam e voltavam a se pendurar.
Após alguns minutos, o guarda do banco perguntou à mulher se ela era a mãe das crianças. Falou de certa distância, de modo que todos escutaram o diálogo. Ela fez que sim com a cabeça, assustada como se tivesse sido pega em flagrante. Ele, então, disse: “A mesa não está presa no chão, pode cair em cima das crianças”.
A mãe, constrangida, gritou com elas. A menor pareceu não entender, mas achou prudente se afastar, e foi fazer um trenzinho de cadeiras atrás de uma senhora que também esperava para falar com o gerente.
A maior, olhando para a mãe, pendurou-se novamente e levou um tapa.
Seu choro ecoou pelo banco, e pude notar a expressão das pessoas que assistiam à cena: alguns se irritaram por já estarem numa situação desagradável de espera e ainda ter que ouvir choro de criança, outros repreenderam a mãe com o olhar, talvez pensando que banco não é lugar para se levar criança, outros comentavam entre si: criança é fogo... Todos com ar de “nós, adultos, sabemos o que estamos fazendo”.
Comecei a pensar no que isto significa. Não estou falando no fato real, é claro que as crianças precisam ser protegidas do perigo. Estou falando do mal estar que se formou.
A mãe deve ter reagido com agressão porque também se sentiu agredida: pelo guarda, pelas pessoas que olhavam, pelas próprias crianças que não “sabiam se comportar”.
As crianças correm e deslizam pelo chão brilhante do banco, gritam para ver se faz eco, balançam a caneta que fica pendurada naquela cordinha, ficam impacientes com a demora e demonstram isto.
Poderiam fazer isso num parquinho, e não incomodar ninguém. Mas fazem isto num ambiente de adultos, e nos atrapalha.
. Aí me lembrei da história do rei nu.
A criança a todo momento nos mostra como somos incoerentes, como fazemos nosso dia a dia ficar chato, preso a conveniências e hipocrisias. E ela inunda tudo isto com vida, risos, rebeldia. Correndo pra lá e pra cá, como causa inveja aos nossos corpos flácidos e obedientes, um atrás do outro! Como sua alegria ofende nossa ordem!

Bem, depois disso, chegou minha vez e fui interrompida nos meus pensamentos. Mas ficou na minha cabeça uma dúvida: sabemos mesmo o que estamos fazendo?

sábado, 18 de julho de 2009

Coluna do Nirvana de Julho

A violência psicológica na escola: bullying



O bullying escolar é um comportamento agressivo, ameaçador, com intenção de amedrontar, praticado de forma frequente por um grupo de alunos contra outro aluno ou outro grupo de alunos. Insultos verbais, apelidos embaraçosos, ridicularização, tirania, exclusão do grupo, intimidar outras pessoas que queiram se socializar com a vítima, fofocas, manipulações, chantagem, críticas ao modo de se vestir, ao comportamento, à etnia, à opção sexual, religião, etc, fazem parte deste universo.
Infelizmente ainda pouco estudado, o termo se refere à bully (valentão em inglês). Este comportamento precisa ser denunciado e tratado na escola e na família, com ajuda de pedagogos, psicólogos, psiquiatras e, em certos casos, até da polícia, pois pode ter repercussões psicológicas e emocionais graves, inclusive suicídios.
O perfil da vítima, em geral, evidencia pouca habilidade para lidar com a situação de violência, algumas vezes apresentando baixa auto-estima e timidez. A violência resulta em fracasso escolar, abandono da escola, apresentação de doenças psicossomáticas e traumas. O agressor, por sua vez, é uma pessoa popular, tendo grande necessidade de auto-afirmação. Usando o grupo de amigos como escudo, sente-se protegido para intimidá-la. Pode desenvolver comportamentos delinqüentes e criminosos quando adulto.
Estudos revelam que as agressões acontecem em sua maioria nos pátios de recreio e nos corredores, ou seja, em momentos de pouco controle da autoridade. Recentemente, a internet tem sido utilizada para agressões (o chamado cyberbullying) em vista da facilidade de anonimato.
As testemunhas, outras crianças e adolescentes que assistem a este comportamento, em geral não o denunciam por medo, e no caso da internet, repassam a informação, não sentindo que com isso estão sendo igualmente agressoras.
O assunto é sério e deve ser prevenido, com os professores discutindo o assunto com os alunos, esclarecendo que este comportamento não é normal, promovendo atitudes de cooperação, solidariedade e respeito mútuo, e facilitando a comunicação. Os pais precisam ficar atentos às mudanças de comportamento dos filhos, estabelecer com eles uma relação de confiança e procurar ajuda sempre que necessário.
E a sociedade como um todo precisa desenvolver uma cultural de paz.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Mais imagens do Salão do Livro Infantil e Juvenil

No coquetel da AEILIJ, eu, Flavia Cortez e Sandra Ronca.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Encontro no Salão


Eu, Sandra Ronca e Jô Oliveira. Lá no fundo, Pedro Bandeira.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Salão do Livro - estarei lá!!!


domingo, 24 de maio de 2009

Quantos livros você já leu?

- Nenhum.
- Você nunca leu nenhum livro?!?
- Não.
- Nem os que a professora manda?!?
- Ah, da escola eu já li três.”

Eu trabalho com Oficina de Leitura, e este diálogo é muito comum ter com adolescentes nos primeiros contatos. Sempre me intrigou por que é que eles não levam em conta o livro solicitado pela escola.
Talvez o adolescente esteja considerando o ato da leitura de um livro literário como algo espontâneo, ele vai à estante, pega um livro e lê, sem nenhuma cobrança, sem ninguém mandar. Talvez veja outros adolescentes que façam isso (sim, eles existem!) e vislumbre o misterioso e inatingível mundo da leitura, que muitos falam, mas que ele não faz parte. Então, tem seu lado bom: ele está associando leitura com prazer, embora seja incompreensível para ele como alguém consiga isto.
O lado ruim é que, decididamente, para este adolescente a escola não está cumprindo o papel de introdução a este mundo. É possível inclusive que esteja até afastando-o mais da leitura. Os motivos são muitos: livros inadequados para a faixa etária, de má qualidade, longe do interesse dele como ser em particular, cobranças da leitura, verificações de gramática, discussões ocas, falta de um histórico de leituras anteriores, etc.
Se após a leitura houver uma prova de verificação, já se está encarando o livro como um remédio muito ruim que precisa ser engolido.
A apreciação da obra de arte literária (como de qualquer outra obra) deve ser gratuita. Faz parte da obra interagir com as experiências de cada leitor, transformando-o. Então, obviamente, cada leitura é única. Descobrir estas possibilidades torna o ato de ler muito rico. Se o professor encarar a leitura como algo agradável, falar com entusiasmo sobre o livro, admirar os recursos que determinado autor usou para conquistar o leitor, entender o contexto em que aquela obra foi criada, envolver-se com a história, então fica mais fácil fazer com que o adolescente penetre neste mundo.
Eis um caminho para a escola trilhar.